Para sempre lembrado,jamais esquecido!!!
Herói até ao fim!
Jovem morto à facada por grupo rival em "ambiente de cowboys"
Pouco passava das três da manhã quando, segundo amigos da vítima e outras testemunhas que assistiram aos desentendimentos, Mário foi interpelado por um outro jovem que se encontrava a dançar na pista. Queixava-se de vários encontrões. Sem se perceber porquê, os grupos de um e outro lado começaram a agredir-se, até que um amigo da vítima terá partido um copo na cabeça do queixoso.Acabaram todos por ser expulsos do estabelecimento nocturno. Segundo relataram ao JN, Mário teria saído um pouco depois dos desacatos com a cara cheia de sangue. Foi aí que, já no piso inferior do Centro Comercial, Mário sofreu as agressões que o levaram à morte. "Os dois jovens que deram início à rixa no interior do bar terão ido chamar reforços que estavam num carro, perto do local. O segurança nocturno ainda tentou fechar o portão do centro, mas eles ameaçaram rebentar com aquilo", contam várias testemunhas. Enquanto esperavam Mário, os jovens terão entrado e saído várias vezes do Centro Comercial, até que um deles, que se encontrava no interior, terá alertado o resto do grupo. Foi nessa altura que todos se juntaram e o agrediram. Só terão fugido depois de verem o jovem de Gondomar a cambalear e a e esvair-se em sangue. Ainda terá conseguido subir as escadas e pedido ajuda a um amigo, que ainda se encontrava à porta do bar. "Já estava a cair e com os olhos quase revirados", conta um dos amigos de Mário.Assustado, o amigo da vítima terá, de imediato, chamado o INEM. A equipa de emergência ainda encontrou o jovem com vida, o qual, não resistindo aos ferimentos sofridos, acabaria por morrer pouco depois. Reclamações apontadas"Nós estávamos dentro do bar quando ele foi esfaqueado e depois começamos a ouvir alguém dizer que um tipo tinha sido morto lá fora, mas não nos deixaram sair do bar. Só no fim é que soubemos que tinha sido ele", desabafou um amigo de Mário, muito afectado pelo que acontecera.Amigos da vítima queixam-se de que o problema do local é o controlo. "Devia haver mais fiscalização, ninguém é revistado, logo quem quiser pode entrar armado", dizem.Um vizinho contactado pelo JN diz que o Centro Comercial, "principalmente ao domingo à noite, parece o faroeste, com miúdos menores a exibir armas de fogo à cintura, e outros a limpar as unhas com facas e navalhas. É um bar que tem grande mistura racial, o que por vezes dá confusão". No local esteve a Polícia de Segurança Pública e também a Polícia Judiciária, que prossegue com as investigações. De acordo com fonte policial, um dos agressores terá sido já detido e outros identificados. Esta é a terceira morte desde o início de Julho, consequência de rixas em bares e discotecas do Porto.






